“(...) Nossa alma era entao gemea de Quixote e Sancho, mas ja havia indicios de futura partida para as estrelas. A obra de Camoes marca a passagem para a nossa segunda vida, tornada irreal pelo mesmo poema que deu 'a primeira a sua aureola mitica. Seu verbo cultista e realista deu forma e carne a uma ausencia, a essa ausencia portuguesa de Portugal que constitui o leitmotiv elegiaco dessa estranha epopeia que nos celebra ja no passado. Mas o que ele ressuscita e' o perfil de marmore de grandeza passada que ai' comparece como um fantasma que ja atemoriza os vivos indignos dela. (...)” EDUARDO LOURENCO (Eduardo Lourenco, Do Brasil: Fascinio e Miragem, Gradiva, Lisboa, 2015)
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