– Estou a começar (com uns dias ou semanas aqui tomo o jeito de usar os gerúndio em vez do infinitivo, por vezes corrigindo, outras não) a escrever este brev. no sábado, sabendo que só a colocarei no blogue na 2a. Já que amanhã a internet pública fecha (como sempre nos domingos). Não faz mal. Até nem sei quantas pessoas o lerão. Se há quem o faça. Por que escrevo, então? 1) Enquanto houver um leitor; 2) Para, por vezes, desabafar por escrito, já que palavras (ditas) leva-as o vento; 3) Para ficar escrito, seja para agora ou mais tarde; 4) Para a expandir a outros partes de assuntos que pessoalmente acho importantes/interessantes ficarem a saber/conhecer, estejam esses nacos ou não em concordância com o meu próprio pensamento.
- Vinha isto a propósito de um bate-papo (conversa) que tive antes de me sentar aqui com um desconhecido, senhor de uns 50 aos ou mais, sobre Fortaleza, sobre o Brasil, sobre a falta de higiene publica desta cidade, sobre o desinteresse das autoridades pela mesma, por isto e mais aquilo. Esta facilidade em se falar, ate de assuntos importantes, longamente com uma pessoa desconhecida, se bem que conhecedora do que diz, assim mais, isto e' um lado positivíssimo do Brasil (ou pelo menos desta parte do Nordeste que conheço). Fui claro com ele, ao louvar essa virtude: Trata-se de um contacto humano belíssimo, mas somente de “superfície”, como lhe chamo. Tudo isto é possível por, apesar da importância dos assuntos tratados, o conhecimento entre nos ser só de superfície, não sei quem ele é, o que faz, seu nome, nem sequer me interessou saber. Os assuntos e a verdade deles, isso sim. Mesmo assim esse diálogo, “contacto de superfície”, existiu, foi interessante, valeu os momentos. Foi muito positivo.
– As críticas dele são iguais a tantas outras críticas que há anos e anos ouço aqui sobre situações locais e trans-locais, sendo citados até os responsáveis mais do que prováveis. O que não acontece e' a sequência. Costumo generalizar aqui e no estrangeiro, que o brasileiro critica, mas não age. A crítica só é feita entre eles cidadãos brasileiros, nunca diretamente a quem é responsável e tem a obrigação e o poder de alterar as situações e corrigir os erros, alguns deles terríveis, incluindo perigos enormes para a Saúde Publica. A cidadão que se vê confrontada com o filho, a mãe, o parente, doente, essas pessoas podem ter estado exposta a esses perigos para a saúde pública. Assim sendo, os responsáveis por essa doença são a autoridade (não uma entidade vaga, um cargo, mas a pessoa concreta que o preenche) que não emendou o erro, o corrigiu, o mandou alterar. No entanto, se virmos bem a situação, a responsabilidade é também dos cidadãos que não dirigem o protesto directamente às pessoas que têm o poder de alterar o mal. Por vezes me pergunto, por me que me enervo tanto com isto se sou mero, estrangeiro, turista de permanência limitada? É que não posso calar o que de tão errado sinto, expressando o espanto e desaprovação pelo que constato.
– Gostava terminar esta brev. Com mais uma nota positiva, para além da que aqui também incluí. O (para mim) bom filme, brasileiro, que vi ontem num dos cinemas do Dragão do Mar: “Sangue azul”. Ate' (para alem de mais) a fotografia do mesmo e' excelente.
– PS: Já estamos no dia (propositadamente passei à frente a brev. de ontem, para coincidir com actualidade). As minhas últimas brevidades criaram reacções (por e-mail)de grandes amigos meus de vários continentes.. Expliquei-lhes melhor, em meia dúzia de palavras), para os sossegar.
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