- A melhor maneira de que como me “obrigar” a escrever brevivências é: Não ter tv, não ter internet sempre que quero, ter vizinhos hiper-barulhentos, etc.. Por isso, aqui vamos a isto:
- Há 3 dias, num supermercado, vi à venda uma edição do Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. Anos atrás um então grande amigo meu, cearense, me deu de presente dois livrinhos de autoria do mesmo filósofo francês, iniciador dessa doutrina/filosofia. Não, nunca tive, não tenho nem virei a ter nada com Espiritismo e semelhantes. Nem esse amigo tinha, apesar da mãe dele frequentar um “terreiro de Umbanda” (ele me explicou que seria uma espécie de macumba boa, que só realizaria coisas a favor de pessoas, ao contrário de macumba mais conhecida, que seria utilizada para fazer o mal a pessoas. Por mera curiosidade, aceitei até o convite dele para, se a mãe concordasse, irmos juntos ver o terreiro. Como quase sempre nestas coisas e muitas outras no Brasil, acaba por o “amanhã” nunca ser. Folheando então um dos livrinhos (exactamente o dos evangelhos) me dei perante um texto, escrito por Kardec (França, século XIX) muitíssimo bem escrito, com racionalidade e clareza. Obviamente que isso em nada alterou meu alheamento total a uma tal doutrina. Até porque, desde muito novo, meu pai sempre dissera péssimo do espiritismo. Ele nos contava que o irmão dele, de nome Joaquim, há muitos anos vivendo no Brasil, tinha uma livraria no Rio e quando se deixara enredar no Espiritismo vira a vida andar para trás, desmazelou tudo e ate a livraria perdera.
– Quando vi esta nova edição do mesmo livro, bem cuidada graficamente, me lembrei que por menos de 20 reais poderia reler um pouco daquilo (respeito, gosto de conhecer, mas sou imune a tais coisas, seitas, credos, etc.). Ontem assim o fiz durante uma meia hora. À primeira vista, só lidos transversalmente uns trechos de algumas paginas, fiquei surpreendido pelo seguinte: A apregoada (por Kardec) proximidade entre o Cristianismo e o Espiritismo (este seria como uma fase posterior que ajudaria a compreender o incompreensível no Cristianismo); A divisão,feita por Kardec, das “matérias contidas nos Evangelhos” em 5 partes: os atos comuns da vida de Cristo, os milagres, as predições, as palavras que serviram para a fundamentação dos dogmas da igreja e o ensinamento moral. Delas, Kardec, escreveu: “ Se as 4 primeiras foram objeto de controvérsias, a última se conservou inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se inclina. E o terreno em que todos os cultos se podem encontrar”, (etc.etc.etc.) . Folheando mais o livro reparei, infelizmente, que ele escolhera somente algumas partes, alguns temas dos Evangelhos para sobre eles escrever, ao mesmo tempo que o livro não continha no final nenhum índice sobre temas, palavras, conceitos, assuntos, específicos abordados/usados no livro. Isso levava, obviamente a uma omissão, imagino que propositada, de assuntos, factos, controversos, etc.. Fechei o livro e por aqui deixei minha leitura. Passei a livros, para mim bem mais interessantes, mais próximos da Ciência e Cultura deste nosso século XXI.
– Quando, tomara a resolução de aqui vir passar estes dois meses (a meu contra-gosto, pois me sinto muitíssimo bem e sou feliz na Europa entre a do Norte - sobretudo nesta - e a do Sul) era para dar impulso à resolução de alguns assuntos que disso necessitavam. Não seria para viajar, gozar o prazer de caminhar na borla do mar, satisfazer minha criatividade artística atraveés do meio Fotografia, quando muito ver e visitar no máximo uma dúzia, ou menos, de amigos e conhecidos, gente boa. Eis que, inesperadamente, tem sido um encontrar casual com variadíssimas pessoas, anteriormente amigas muito próximas, para prazer recíproco, sempre por aproximar delas. A receptividade por estes encontros fortuitos nas ruas e locais culturais tem sido enorme, fabulosa. Me sinto também muito, muito, contente por isso. É como que reviver o que de bom aqui vivi, sem esquecer, naturalmente, a memória do que não foi bom. Essa jogo para o lado, essas pessoas nem um segundo de meu tempo merecem. As outras pessoas, a gente boa, sabe/m a mel. C'est la vie!
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