Dada a recorrência anual da data, não me alongarei, como o poderia/deveria fazer. A 4 de Maio nos Países-Baixos, vulgo Holanda, se relembra nacionalmente o início da invasão e ocupação (de consequências humanamente terríveis para a população) do país pelo exército nazi de Hitler. Este ano com a particularidade de se perfazerem 70 anos sobre essa data.
Como sempre, uns minutos antes das 20:00 horas o Rei Willem-Alexander, acompanhado pela Raínha Máxima, do PM e de pequeno séquito saem do Palácio Real principal, em Amsterdam, e, a pe, percorrem as poucas centenas de metros que distam até ao Monumento Nacional às vítimas da guerra. Aí aguardam pelo som oficial tocado pelo membro das forças armadas presente, às 20:horas precisas, coincidente com o soar dos sinos de todas as igrejas da cidade. No país inteiro a vida pára e são guardados dois minutos de absoluto silêncio. Segue-se a leitura de um curto texto, ou poema, por um alto dignatário, intelectual ou jovem estudante alusivo ao dia. Depois procede-se à deposição de coroas de flores, iniciada pelos monarcas, aos pés das figuras do monumento aos soldados mortos. De seguida o mesmo faz o resto dos elementos protocolarmente escolhidos.
Cerimónia equivalente, obviamente sem a presençaa real, acontece em variadíssimas cidades dos Países-Baixos, nos territórios neerlandeses das Antilhas e no cemitério nacional, no Sul do país, onde estão sepultados também milhares de soldados aliados que lutaram pela libertação dos Países-Baixos. Cerimónias tão sóbrias quanto cheias de significado, respeito e sentimento profundo.

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