“Filmava o amor, o odio, a inveja, a intriga, a liberdade, o tempo, a palavra, os estados de alma. Aquilo que nao se ve, a estrutura do invisivel. Sem ter estado exposto 'as lavagens cerebrais da moda, da televisao, dos filmes dos Oscars e das passadeiras vermelhas. Manoel de Oliveira fez cinema em estado puro. Foi o unico realizador do mundo que trabalhou desde a era do mundo ate 'a era 3D, conservado na sua propria capsula temporal. Nao estava no futuro, nem no passado, mas tambem nao no presente. Inspirava-se em circuitos interno, no seu interior, nas suas leituras, na sua cabeca. Um homem deste tempo fora deste tempo. Morreu numa manha quente, na sua casa do Porto, aos 106 anos. Com projectos por concretizar.” (...)” ANA MARGARIDA DE CARVALHO (Lido em: Visao, Edicao Especial, 2015-04-04)
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