“Um poema cresce inseguramente/ na confusao da carne,/ sobe ainda sem palavras, so ferocidade e gosto,/ talvez como sangue/ ou sombra de sangue pelos canais do ser.// Fora existe o mundo/ Fora, a esplendida violencia/ ou os bagos de uva de onde nascem, as raizes minusculas do sol./ Fora, os corpos genuinos e inalteraveis/ do nosso amor,/ os rios, a grande paz exterior das coisas,/ as folhas dormindo o silencio,/ as sementes 'a beira do vento,/ 'a hora teatral da posse./ E o poema cresce tomando tudo em seu regaco.// E ja nenhum poder destroi o poema (...)” HERBERTO HELDER
Post a comment
Comments are moderated, and will not appear until the author has approved them.
Your Information
(Name and email address are required. Email address will not be displayed with the comment.)

Comments