"(...) Mas Béjart não era o único. Na Holanda - como na Bélgca e a Alemanha, um país com pouca tradição na dança clássica - uma tendência semelhante, embora mais séria, começava a desenvolver-se. Os coreógrafos holandeses Hans van Manen e Rudi van Dantzig procuravam criar uma nova forma de dança híbrida fundindo o ballet clássico com a dança moderna da América e da Europa Central. Na maior parte dos casos, porém, o resultado era uma versão deslavada de ambos, assente em temas sociais e políticos urgentes. O bailado Monumento para um Rapaz Morto (1965), de Van Dantzig, com música electrónica de Jan Boerman, por exemplo, era uma dança semiautobiográfica sobre um homem à beira do suicídio tentando enfrentar a sua homossexualidade e recordações de uma infância marcada pela violação e, pela guerra. Mutations (1970). de Van Manen, com partitura de Karlheinz Stockhausen, usava filme, muita tinta vermelha, e bailarinos em papéis travestidos; terminava com um pas de deux a nu." JENNIFER HOMANS (Jennifer Homans, Os Anjos de Apolo - Uma História do Ballet, edições 70, Lisboa, 2012) [COMENTÁRIO: "versão deslavada"? Todo este excerto peca por uma visão preconceituosamente negativa]
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