“Depois da Segunda Guerra mundial (1939-1945), a Europa e os Estados Unidos assistem a deslumbramentos da pesquisa abstrata. O tachismo europeu, também associado à Abstração Lírica, apresenta-se como tentativa de superação da forma pela ultrapassagem dos conteúdos realistas e dos formalismos geométricos. Os trabalhos de Hans Hartung (1904) e de Pierre Soulages (1919) apoiam-se sobretudo, no gesto, enquanto nas obras de Jean Fautrier (1898-1964) e Jean Dubuffet (1901-1985) - e nos trabalhos de Alberto Burri (1915) e Antoni Tàpies (1923) – a pesquisa incide de preferência sobre a matéria. Nos Estados Unidos, a abstração ganha força com o expressionismo abstrato de Jackson Pollock (1912-1956) e Willem Kooning (1904-1997) – que descarta tanto a noção de composição, cara à abstração geométrica, quanto à abstração lírica -, a pintura lírica withmaniana de Philip Guston (1913-1980), as grandes extensões de cor não modulada de Barnett Newman (1905-1970) e Mark Rotkho (1903—1970) e a pintura com cores planas, e contornos marcados de Ellsworth Kelly (1923) e Kenneth Noland (1924). O minimalismo de Donald Judd (1928), Ronald Bladen (1918-1988) e Tony Smith (1912-1980) – tributário de uma vertente da arte abstrata norte-americana que remonta a Ad Reinhardt (1913-1967), Jasper Johns (1930) e Frank Stella (1936) – retoma as pesquisas geométricas na contramão da exuberância romântica do expressionismo abstrato.” PAULO KLEIN (António Carlos Gouveia Jr, Cecília Gouveia, “The art Book Brasil – Abstratos”, Editora Décor, São Paulo, 2007)
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