'Chamar os bois pelos nomes'
Sejamos claros: Os terroristas estenderam a guerra ao pacifico Canada. Ao centro nevralgico: a sede da democracia. Nao ha mais razao para se ter receio de falar sobre possiblilidade de guerra. Se o que aconteceu nao e guerra, mesmo que perpetrada contra a pessoa desarmada de um militar fazendo guarda simbolica de um monumento nacional e contra o Parlamento, nao e um acto de guerra, entao nao sei o que e guerra.
O Canada foi sempre aquele alidado da democracia e liberdade de outros povos, que nao hesitou em ajudar efectivamente, com os seus soldados, a Europa a se libertar do jugo nazi. O Canada e um dos paises que nao tem medo de fazer parte da forca internacional contra a babarie dos criminosos do ISIS.
A guerra podera desejar-se responder com actos de paz, mas isso e, infelizmente, pura utopia. Tambem eu gostaria que assim pudesse ser. No entanto, o que ontem aconteceu leva-me a desejar que a resposta do Canada seja uma serie de raids aereos fortissimos contra os criminosos do ISIS.
Que o exemplo do que ontem aconteceu, dentro da sua tragedia pessoal e institucional, possa servir de licao a todo o mundo que se diz civilizado e se rege por principios humanos.
Claro que o que aqui escrevo, a maioria das pessoas sabe, le e ouve.
Porem isso nao chega. Os bombardeamentos, uns paraquedas a lancar medicamentos e umas quantas armas sao muitissimo importantes. Mas sao gota no oceano.
(Pergunto, como eventualmente outros o farao, como e que uma nacao, os Estados Unidos, capazes de inventar armas sofisticadissimas que lancadas a milhares e milhares de kms de distancia atingem com precisao pequenos alvos, nao conseguem que todos esses paraquedas cheguem com exatidao a quem se destinam: a populacoes que se defendem da ISIS, mas sim acabem por cair nas maos dos criminosos? Absolutamente inconcebivel!)
Ha, para alem de ataques verdadeiramente fortes, rapidos, em simultaneo com eles, atacar o veneno, a fonte que alimenta todo este odio de criminosos muculmanos contra o Ocidente.
O problema, todos sabem, esta em Israel.
Estou a vontade para dizer o que ha nao pouco tempo digo, ate pela simples razao que desde os meus 15 anos (tenho muitissimos mais), idade quando li Exodus e Mila 18, sou um defensor do existencia do Estado de Israel. Desde entao e sempre.
Um Estado independente, vivendo em paz e seguranca, dentro das fronteiras definidas pela ONU. Paz e seguranca so conseguida se garantirem o mesmo aos seus vizinhos.
Toda a gente sabe que esse nao tem sido o caso. E ai esta a base, a fonte, deste problema que se arrasta ha decadas. Podera a mesma justificar os crimes da ISIS e semelhantes? Nao, mas e a sua origem profunda.
Quem pode entao resolver este problema basico? O proprio povo de Israel. Incluindo, obviamente a parte dele vivendo na Diaspora.
Toda a gente sabe da importacia do lobby de Israel (para facilitar, designemos por judeu) nos Estados Unidos e fundamental para a manutencao do status quo. O prorio sistema eleitoral, democratico, dos Estados Unidos faz com que os partidos politicos do pais estejam dependentes dos votos da comunicade judaica/israelita ai residente, comunidade com inumeros eleitores, com recursos financeiros extraordinariamente grandes. E com a tradicao de se considerar Israel, sempre e sempre, como vitima e nao agressor.
Tem havido esforcos de varios paises, partidos e politicos, dentro e fora de israel para a implementacao de uma solucao para este problema, nomeadamente a de dois Estados independentes, com fronteiras bem definidas, vivendo lado a lado, em paz e seguranca. O que se tem visto e exactamente o oposto: Torpedeamento dessa solucao pelos conservadores de Israel, de todos os modos possiveis, dessa solucao. O resultado esta a vista.
So quando isto se alterar completamente, podera haver paz duradoura e justa no Medio Oriente. E fora dele. Ate la, havera que “apagar fogueiras”, que se multiplicarao mais e mais.
So quando se chamar “os bois pelo nome” e a comunidade internacional agir determinadamente contra a raiz profunda, permanente, deste problema, podera haver paz.
(Continuo, por enquanto, a ter de escrever num teclado de computador que nao tem acentos graficos, cedilhas, etc.)
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