“Do modo como se apresenta hoje, a fotografia contemporanea abriga uma multiplicidade de caminhos, mas que nao podem ser pasteurizados em direcao a um territorio amorfo, mesmo que reconhecamos uma producao marcada permanentemente pela construcao, invencao e reinvencao da linguagem. Com isso, queremos ressaltar o fato de que a fotografia continua a ter a sua especificidade diante das outras artes, ja que possui, como meio de expressao, caracteristicas proprias e inalienaveis. O que nos parece diferente e que quando a fotografia e operada dentro do campo visual da producao contemporanea, de uma maneira mais concetual, muitas vezes os artistas se deslocam das qualidades esteticas e procedimentos formais tao importantes para o fotografo contemporaneo, para articular um ponto de vista acerca da arte e de sua insercao cultural e ideologica. Nesse sentido, a fotografia estaria ao servico de uma certa “inteligencia estrategica”, articulada, sobretudo, pelo poder que tem de complementar e requalificar o mundo, tendo em vista a sua vinculacao com o real. (...)” ANGELA MAGALHAES e NADJA FONSECA PEREGRINO (Angela Magalhaes e Ndja Fonseca Peregrino, “1990-2003' – fotografia brasileira, uma arte sem fronteiras”, Fotografia no Brasil – um olhar das origens ao contemporaneo , Funarte – Fundacao Nacional de Arte, Rio de Janeiro, 2004) (Continuo a ter que escrever, por enquanto, num laptop sem acentos, cedilhas, etc.)
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