"Corrigindo Shakespeare: afinal Ricardo III não era corcunda"
"Descrição real ou uma invenção para prejudicar a reputação do rei inglês? Estudo aos seus restos mortais conclui que tinha realmente um problema nas costas, mas não era uma saliência.
"William Shakespeare descreveu Ricardo III, o ultimo rei de Inglaterra a morrer numa batalha há mais de 500 anos, com palavras fortes: “um sapo corcunda”, “deformado” e “incompleto”, tão feio que até os cães ladravam quando passava por eles. Mas parece que o escritor estava enganado, concluiu uma equipa de cientistas na última edição da revista médica “The Lancet”. (...)" (Lido em: Público,2014-05-319
COMENTÁRIO meu: Tenho enormíssimo respeito pela revista Lancet, uma das duas publicações de ciência médica mais sérias do mundo. Isso não impede achar a transcrição do que, pelo menos aqui, aparece terem dito sobre os motivos de Shakespeare na descrição de Ricardo III como incompleta/enganadora.
Há décadas, quando durante um ano estudei toda a obra do maior dramaturgo da Literatura mundial, li num conceituado livro, algo que fazia/faz pleno sentido: A descrição de Ricardo III por Shakespeare logo no ínício da obra de tal nome, tem muito mais razão de ser quando a virmos em relação ao carácter e toda a acção do mesmo. Em termos psico-clínicos, é símbolo do complexo de inferioridade de que sofria pelo seu físico (atente-se na expressão "até os cães ladravam quando passava por eles") de que sofria o monarca. Terá sido exactamente esse complexo que o fez tonar-se tão sanguinário, como que em uma reacção psíquico-psicológica ao mesmo, ou seja, num complexo de superioridade. Este fenómeno psico-compensatório ficou conhecido como "complexo de Adler", e, infelizmente, é demasiado comum "ainda" hoje...

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