"Rutte: Nederland één van drie rijkste landen ter wereld"
"Premier Mark Rutte waarschuwt voor een zwaar 2012. 'Dit jaar wordt het erger', zei hij in het tv-programma Buitenhof. Maar hij bleef positief: 'Nederland behoort tot de drie rijkste landen ter wereld.' (...)"
(Lido em: De Volskrant, 15 de Janeiro de 2012)
COMENTÁRIO: Era sabido, através dos especialistas, que os Países-Baixos é país europeu com o 2º melhor nível de vida da Europa. À cabeça de todos o Luxemburgo, mas esse país é um caso muito especial com o qual nenhum outro país pode concorrer, segundo os especialistas.
(Curiosidade, tão somente isso: 10% da população do Luxemburgo é portuguesa. Seria muito interessante as autoridades portugueses analisarem, estudarem muito bem, mas muito bem mesmo, como hage, trabalha e vive a comunidade lusa lá e como o Luxemburgo os integrou de maneira tão perfeita, aproveitando ambos de ambos. Contra factos não há argumentos. País sem recursos naturais, sem petróleo, sem mar, país pequeno. Onde está o segredo? É claro que, não tendo eu sabido a razão apontada pelos especialistas sociológicos, julgo que não se deverá somente ao facto de lá haver segredo bancário. Tudo terá eventualmente a ver com a organização do país, com a sábia e total utilização das capacidades de cada cidadão, da sua inteligência, da sua especificidade, da sua permanentemente renovada educação e aumento de conhecimentos. E, last, but not de least, com a sua democracia e a sua liberdade)
Na passada semana, contudo numa longa, profunda e intensa entrevista em directo ao melhor programa televisivo semanal de entrevistas, o Uithof, o primeiro-ministro neerlandês revelou e repetiu que os Países-Baixos são o "3º país mais forte do mundo". De facto ele disse isto ("de derde sterkste land ter wereld", e não "um dos 3 países mais ricos do mundo" como está reproduzido nesta notícia. Eu ouvi em directo essa passagem, que foi foi depois reproduzida em todos os media nacionais. Creio que a diferença na tradução se poderá ligar à interpretação do termo "mais forte", ao que ele queria dizer com isso. Seja o que for (parece-me plausível, a "tradução/interpretativa) do jornal, De Volkskrant, um dos dois diários mais sérios, respeitados e influentes do país (o outro é o NRC/Handelsblad - agora me vem à ideia, como soe dizer-se, procurar e ver se este t"raduziu", "interpretou" a palavra "sterk" com "forte", ou publicou o termo original utilizado pelo PM). Como único país à frente dos Países-Baixos, o inevitável e especialíssimo Luxemburgo (país com características tão específicas que é difícil comparar com os outros, dizem os especialis em sociologia e estatística).
O que é certo é que os Países-baixos não são, ao contrário do Luxemburgo, um 'paraíso fiscal. Bem pelo contrário. Sim, têm uma riqueza natural, , é certo, o gás natural que inunda uma parte do subsolo do país. Mas a riqueza/força (a terceira maior do mundo!, recordemos as palavras do PM Mark Rutte) creio antes, ou concomitantemente, advir da democracia levada a sério, movimentada, da liberdade sempre testada pelas duas câmaras do Parlamento, pela imprensa e, 'last but not the least', pelos cidadãos do país que não têm papas-na-língua. Pela quase inacreditável cultura, educação, sempre em movimento e permanentemente contestada e, por isso mesmo, sempre em processo de melhoramento. É claro, como disse alguém, 'informação é poder'. E é. Está na natureza civilizacional dos cidadãos deste paisinho, mais conhecido pelas suas tulipas, pelos seus tamancos, pela cor amarela (artificial) do actual líder político populista anti-islâmico, xenófobo, (não cito o nome dele, por tão abjectas serem as suas ideias. Felizmente o seu enorme eleitorado está actualmente a diminuir cada semana que passa, pois dizem-se enganados por ele. E os cidadãos não perdoam!). Está na natureza deste povo extraordinário, a par do histórico sentido de tolerância, sobretudo a sua natureza de contestação permanente, que cria uma dinâmica extraordinária, dentro dos parâmetros democráticos e de respeito absoluto pelas liberdades ancoradas na Constituição. A par da sua organização, do seu trabalho, sempre temperado por um "human approach", por um toque fundamental de humanismo (Cada trabalhador, cada funcinário, durante o seu trabalho é visto e tratado como pessoa, como ser humano. O resultado positivo que daí resulta é extraordinariamente productivo para o trabalho em si mesmo).
Apesar disto tudo o governo está a efectuar desde meados do ano passado e durante mais dois anos, uma operação dolorosíssima de restrições orçamentais, para reduzir o défice orçamental (um dos mais baixos da Europa...) em 18 biliões de euros (um simples exemplo: à Cultura foram tirados 50% do orçamento, o que já levou à irradicação da construção prestes a ser iniciada do extraordinário Museu Histórico Nacional, a retirada de subsídios habitualíssimos do Estado ao preços dos bilhetes em todos os espectáculos de todo o género, ao desaparecimento de três das melhores orquestras do sinfónicas do país (felizmente não tocaram na Orquestra do Concertgebouw, no Het National Ballet e no Nederlands Dans Theater, absolutamente dos melhores do mundo, o que seria um escândalo mundial - e muitas outras coisas, como, por exemplo, a elimininação completa da chamada "Arma de cavalaria" (tanques) do exército neerlandês, etc.). O governo anunciou já ir acrescentar com urgência mais corte de despesas no valor de 8 biliões adicionais, estes destinados a ajudar os países do Sul da Europa a suportarem e saírem da crise em que estão medtidos. Para curiosidade, será um corte à posteriori, pois o governo holandês, segundo percebi, já entregou de facto estes 8 biliões de euros há duas semanas ao FMI para os canalizar para a ajuda a esses países em necessidade, dentro do espírito de solidariedade europeia. Não dará, no entanto, nem mais um cêntimo à Grécia (ou outro desses países) se não cumprir os programas de restauro financeiro-económico acordados com a chamada troika.
Este comentário, inicialmente previsto para ter uma ou duas linha, já vai num "lençol". Quando começo a escrever, quando o assunto é importante, é "como as cerejas", seguem-se umas às outras. Por aqui fico. Desta vez...
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