E cá estamos nós 6 dias depois de ter escrito e colocado neste blog(ue) o meu último textinho. À alegria que então expressei por poder voltar a escrever no Typepad seguiu-se a incompreensão de desde então não ter sido mais possível tecnicamente. Desisti de convencer esta gentinha ser uma vergonha manterem esta bizarria técnica. Nada a fazer. Chegará um dia em que volto para casa e lá não terei limitação 24 horas por diaao Typepad.. Ontem dei instruções para início imediato de todo o pocesso de transferência de ajuda pessoal necessária ser transferida para ao domicílio. Quero crer que dentro de três dias poderei saber mais precisamente quando a transferência poderá ser efectuada. Ah, então voltarei à normalidade deste meu bloguezinho! Escrever sabendo que nada disto será imediatamente publicado, mesmo que eu o venha a fazer mais tarde, tudo de uma vez (não alterarei nada), é menos entusiasmante.
Entretanto nesta semana li mais do livro Tonio (600 páginas), excelente para ser lido como um mosaico (não numa sequência contínua, mas sim abrir o livro "ao calhas" e ler essas páginas). A própria estrutura do livro convida a isso. Primeiro, não gosto de ler livros muito longos. Dá-me a sensação de nunca mais chegar ao fim e, assim, não me libertar para ler outros. Depois este livro é a recomposição , entre realidade e um pouco de ficçao ligando a realidade não reconstruível, da vida e morte, por atropelamento do único filho do escritor, chamado exactamente Tonio, então com 19 anos. A morte aconteceu há um ano e durante este tempo T. Van der Heyden, o autor, viveu para este livro, o que é quase o mesmo que (re)viveu o seu filho amado.
Para além disso, recomecei a ler desde o princípio o Moord en Brand, de Boris O. Dittrich. O ano passado já tinha lido quase a metade do mesmo. No eentanto, meses depois, agora, já quase não me lembrava do que tinha lido, pelo que achei conveniente recomeçar tudo de novo, para assim tudo ter o seu sentido.
Vou parar um pouco sobre esta questão de em tão poucos meses ter esquecido o conteúdo do que tinha lido. Para outros eventualmente caso bizarro, tanto mais que o livro está bem escrito e Boris pertence àquele grupo de pessoas que nos últimos seis anos me habituei a admirar (leio tudo dele) como pessoa. Bizarria ou não isto tem-me acompanhado toda a vida. Menino e criança nunca tive dificuldade em pensar rápido e resolver problemas difíceis, sobretudo de Matemática (Tinha 9 anos e num exame admssão ao Liceu Nacional de Aveiro resolvi um dos exercícios de uma maneira totalmente diferente do que me tinham ensinado, O certo é que aquela maneira, que momentaneamente me veio à cabeça, me pareceu a mais lógica e adequada. Quando o meu Pai, professor de Matemática, se bem qua naquela altura não meu professor, reviu comigo o que eu tinha feito no exame, perguntou quem me tinha ensinado aquele método respondi que ninguém. Ele intuiu logo problemas com quem corrigisse o exame. Conseguiu ter acesso à minha prova corrigida e tudo tinha sido classificado como certo, excepto aquele exercício. Porque aquele "método" não fazia parte do programa. Meu Pai contestou fortemente, já que o meu pensamento matemático estava correcto e o resultado exactamente igual ao outro. O tal professor, que nunca conheci, contestou e assim não tive a totalidade da classificação a que, de facto tinha direito).
Tudo aquilo que tinha a ver com decorar textos, factos e sobretudo nomes e datas.Nada disso era comigo. E assim continuou por toda a minha vida, até hoje. Adorava ler, mas que não me perguntassem um mês depois o que eu tinha lido... É como que se a memória só servisse para as coisas essenciais, incluindo o necessário de apoio ao pensamento e à resolução de problemas, fossem eles fáceis ou muito difíceis. História parecia uma disciplina interessante de ler como um romance de acontecimentos passados. Nunca, porém, para ser fixada na mente. O mesmo acontecia com livros. Ou até filmes. Interessa-me, empolgamente o momento, a vivência, aquilo que em Fotografia , utilizando a termologia de um teórico francês da mesma (lá está! Não me lembro nem do mesmo, nem do título do livro, se bem que o li há anos atentamente, é um livro de teoria/filosofia sobre a Fotografia, e tenho o mesmo em casa, anotado por mim) , e eu repito, l'acte photographique.
E assim acontece sempre. Não me perguntem o texto de um poema ou de uma canção. Nada. Não sei absolutamente nenhum/a de cor. Nem sequer o hino nacional. Só me interessam os factos da vida - desses lembro-me claramente - , o pensamento e a busca da resolução de problemas. O resto é só para consumo imediato. Daí, o ter tido que reler o livro do Boris desde o início, para pegar o resto.
E hoje por aqui me fico com o seguinte: espero bem que o Nadal tenha ganho ontem, pois até ao momento em que segui o jogo em directo na tv ele estava a perder (admiro-o) e espero bem que o o Chelsea não contrate o Falcão. A saída do Villas-Boas e agora a atitude do Falcão são abaixo de do aceitável. Mercenários mentirosos.

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