Há muitos anos nasceu um menino que esteve para não nascer. Ou ele ou a mãe, puseram os especialistas o dilema ao pai. Ele tinha que escolher entre os dois. Pedido de escolha absurdamente desumano. A escolha caiu sobre quem já vivia. Quis o destino e a competência médica que ambos sobreviveram. Entre eles ficou como que um pacto silencioso de essências: a morte e a vida. O menino cresceu, tornou-se rapaz e homem. O percurso não foi sempre fácil. Entre cardos vários e flores de sua mãe. Uma grande mãe e mulher. Esse menino recorda-a com emoção, admiração e interminável amor. O mesmo que ela sempre lhe dedicou. Sem exclusividade. Esse menino, hoje homem, nunca gostou de aniversários. Prefere a paz, a consciência, a verdade, o carácter, todos os dias do ano. E sempre assim será.
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