Ao ler e ver as notícias que nos chegam da revolta popular contra o ditador da Líbia, depois de se ter visto o que aconteceu na Tunísia e no Egito, assim como o que poderá acontecer a outras ditaduras sobretudo do Mediterrãneo, chega-se à conclusão fácil e visível de pontos comuns entre todas as ditaduras e todos os ditadores.
Acham-se acima dos cidadãos, acham-se a incarnação da pátria (whatever that means) e usam de todos os meios à sua disposição para, pela força da censura, da mentira, da injustiça e das armas, imporem ao povo a sua ditadura, a sua vontade, a sua titania. Isto sempre foi assim. Somente que agora o povo, o povão, como dizem os meus amigos brasileiros, comunica entre si e ao fim de anos e anos de subjugação a tiranias, acaba por ter a coragem de vir para a rua e, mesmo sabendo poder pagar com a sua vida a vontade de liberdade e de democracia, a força do povo pacífico, mas determinado, essa força que se baseia na razão e na justiça que lhe assiste, essa força suplanta a força injusta e criminosa das armas.
Todos nós sabíamos e sabemos da existência desses ditadores e dessas ditaduras, desse povo amordaçado e torturado. Muitos de nós não nos calámos, mesmo que no comodismo seguro da nossa mesa de trabalho, das nossas democracias livres.
O que se torna verdadeiramente inaceitável é ver governantes terem ido pactuar com essa gentalha que oprime, oprimiu e matava e mata o seu povo.
Vou dar dois exemplos, ente outros, que na altura particularmente me chocaram: a visita do (ainda) actual PM socialista (?!) português a alguns dessses ditadores do Mediterrãneo. Que falta de vergonha! Igual à falta de vergonha do ex-presidente do Brasil na sua visita ao ditador do Irão. Até então eu ainda tinha respeito por Lula da Silva. A partir daí o sujeitinho desmascarou-se. Cometeu o ridículo (escrevi aqui sobre isso)novo-riquista de pré-encomendar umas dezenas de aviões militares topo de gama, à França, com, 'cereja no cimo do bolo', a expressão da vontade de também comprar um submarino atómico. UM! Para quê? Sabe-se lá! Só para poder dizer que o tinha? E os pobres? E os famintos do interior do Brasil. E os favelados?
Felizmente que a actual presidenta (sim, aderi a este termo em vez do habitual 'presidente') parece (posso enganar-me, como aconteceu com Lula) ter mais juízo do que eu pensava. E coragem de entre ser continuação de tais besteiras do seu 'construtor político' e o povo brasileiro, ter optado por este e pelo Brasil.
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