"(DES)ACORDO ORTOGRÁFICO"
"Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...
Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário. Ridículo...
Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim ! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do Latim.
Então, vejam alguns exemplos:
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Em Latim |
Em Francês |
Em Espanhol |
Em Inglês |
Até em Alemão, reparem: |
Velho Português (o que desleixámos) |
O novo Português (o importado do Brasil) |
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Actor |
Acteur |
Actor |
Actor |
Akteur |
Actor |
Ator |
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Factor |
Facteur |
Factor |
Factor |
Faktor |
Factor |
Fator |
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Tact |
Tacto |
Tact |
Takt |
Tacto |
Tato |
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Reactor |
Réacteur |
Reactor |
Reactor |
Reaktor |
Reactor |
Reator |
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Sector |
Secteur |
Sector |
Sector |
Sektor |
Sector |
Setor |
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Protector |
Protecteur |
Protector |
Protector |
Protektor |
Protector |
Protetor |
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Selection |
Seléction |
Seleccion |
Selection |
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Selecção |
Seleção |
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Exacte |
Exacta |
Exact |
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Exacto |
Exato |
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Excepté |
Excepto |
Except |
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Excepto |
Exceto |
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Baptismus |
Baptême |
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Baptism |
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Baptismo |
Batismo |
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Exception |
Excepción |
Exception |
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Excepção |
Exceção |
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Optimus |
Optimum |
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Optimum |
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Óptimo |
Ótimo |
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Velho Português (o que desleixámos) |
O novo Português (o importado do Brasil) |
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Actor |
Ator |
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Factor |
Fator |
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Tacto |
Tato |
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Reactor |
Reator |
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Sector |
Setor |
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Protector |
Protetor |
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Selecção |
Seleção |
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Exacto |
Exato |
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Excepto |
Exceto |
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Baptismo |
Batismo |
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Excepção |
Exceção |
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
A propósito:
Já agora é de chamar a atenção para a falta de orgulho que os portugueses têm na sua LÍNGUA Reparem como, parola e continuadamente, nos nosos órgãos de informação escrita e auidovisual se continua a escrever site (isto na esfera informática), quando o escritor, ou o locutor, estava a pensar na pronúncia inglesa [saite]. Então que escrevam mesmo saite, que não custa nada e logo se fica a saber que estamos no mundo dos computadores. Mas, para vergonha nossa, são os jornalistas e os locutores da TV Euronews a ensinar-nos que temos uma palavra "portuguesíssima da costa", que traduz rigorosamente o vocábulo inglês: Sítio""
(Recebido de pessoa amiga)
COMENTÁRIO MEU: Apesar de racional e visualmente concordar com o ridículo dos exemplos apresentados (e outros) quer-me parecer, salvo melhor opinião, que uma Língua é algo de vivo e quem nela manda é uso que o povo dela faz e não os etimologistas.

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Posted by: Pupil | December 10, 2012 at 06:58 AM
Um pequeno apontamento a outro apontamento de igual tamanho: Como pensava ter ficado claro, o quadro comparativo não é de minha autoria (está entre ""). Limitei-me a transcrevê-lo, a ele somente acrescentando um micro-comentário. (Para além da "quebra" das colunas por aqui não caberem todas segidas no espaço disponível).
Agradeço, no entanto, a informação acrescentada.
Posted by: António Alegria | February 07, 2011 at 10:20 PM
só um apontamento para acrescentar ao seu comentário: se amor à origem é assim tão grande porque é que não foi colocada uma coluna com o italiano que continua a ser só a língua mais próxima do latim? e que nem sequer mantém o "h" inicial, como em uomo...
cumprimentos
Posted by: paulo | February 06, 2011 at 07:47 PM