O cricket foi sempre para mim um jogo impenetrável Nunca percebia aquelas correrias sem sentido. Até que, inesperadamente, no Volkskrant do passado sábado encontrei graficamente a explicação do jogo e do seu decorrer. Fiquei a saber. Não que isso seja algo de importante comparável com tantas outras coisas, mas dar-me-á o prazer de quando vir uma reportagem sobre um jogo de cricket na televisão não fique a pensar em vão o que aquilo é. Nunca gostei de não perceber o que ouço, leio ou vejo.
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A parte sobre o cricket já a tinha escrito no dia 24. Depois disso aconteceu tanta coisa a nível pessoal de grande importância que não continuei essa brevivência.
Só um exemplo: Uma familiar minha com quem tinha grande afinidade e em empatia, apesar dela ser mais velha, está a morrer. Essa notícia chocou-me por várias razões: gostava muito dela, mas nos últimos anos ela não se comportou devidamente para comigo não satisfazendo o compromisso por ela assumido de devolver uma ajuda fiduciária que lhe tinha emprestado (com um período limite) em momento de aperto. Os anos passaram e...nada. Nem sequer uma palavra de desculpa, justificação ou de novo prazo, tanto mais que património não lhe faltava. Bem pelo contrário. Isso chocou-me muito. E tais coisas chocam-me e deprimem-me muito com quem quer que seja. Com ela também o choque foi duplo. Sempre na espera dela alterar a atitude, para lhe poder ir dar um beijo. Agora ela está a morrer. Tenho pena da pessoa boa que ela foi. Tenho pena por ser quem era. Tenho pena pelo amor familiar que a minha Mãe lhe tinha. Tenho pena da amizade e ternura que lhe devotava. E ela está a morrer, sem ter feito o que durante anos devia ter feito para comigo. Nem um telefonema. Nem uma cartão ou e-mail. E ela está a morrer sem eu fisicamente a poder ir visitar e dar-lhe esse beijo. Não de quitação. Por ser minha familiar e pela amizade e ternura que sempre lhe dediquei. Doi.
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O drama do povo líbio é terrível. No mundo há gente má. Muito má. Como ontem o embaixador líbio nas Nações Unidas (numa reviravolta que me é difícil de qualificar...)referindo-se à animalidade sangrenta e sádica do ditador da Líbia, assemelhou-o a Pol Pot e a Hitler. Também sofro com aquele povo à distãncia. O mundo é deveras mau. Deploravelmente demasiado. Quem o criou assim também deveria ser responsabilizado pela sua criação.

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