"Quem não é livre, e Salazar não o era, dificilmente suporta a liberdade nos outros. Foi o que lhe aconteceu, "auto-ilibando-se" numa ideologia justificadora de repressões sem limites: "A autoridade que se não exerce, perde-se. Prefiro ser temido a amado."
Para ele a realidade não importava; o que importava era a sua reformulação de acordo com as projecções a ficcionar - quase sempre pela força."
FERNANDO DACOSTA
(Fernando Dacosta, Máscaras de Salazar, 26ª edição, Casa das Letras, Alfragide, 2010)

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