"Falar de "Poesia Pura" a propósito de Sophia é, de facto, possível, dado o carácter singular e quase autónomo do seu sistema de signos, a depuração e a sacralidade de que indubitavelmente as suas palavras se revestem. Porém, não podemos esquecer nunca, que o "ditado" que surge a Sophia, vindo dos confins do universo, é, no fundo, uma aliança com as coisas, a sua real explicação. o desvendamento do segredo e da Verdade transcendente de um mundo que se esconde debaixo do véu da aparência, porque: "O poema é o selo da aliança do homem com as coisas". Através da poesia se instala, portanto, uma relação ontológica do ser com o mundo."
HELENA MALHEIRO
(Helena Malheiro, O Enigma de Sophia, Oficina do Livro, Alfragide, 2008)

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