Boas Festas e Póspero Ano Novo, talvez seja a frase mais escrita e pronunciada nestes dias. Todos os anos a mesma coisa. Nada de mal há nela. No entanto, também não tanto de bom e bem como normalmente se pensa. Faria muitíssimo mais sentido que em vez de se dizer/escrever esta referida frase cada um contribuísse pessoalmente e convencesse directamente outros a passarem a só usar a bondade, a verdade, a humildade, a honestidade nas suas vidas, então sim, o mundo seria muito melhor. E essas pessoas mais felizes. Todos nós. E não é nada difícil fazê-lo ou sê-lo. Há tão somente, em muitos casos, que mudar as agulhas dos hábitos recalcada e sistematicamente adquiridos.
Não , não pensem que isto, da minha parte, tem alguma coisa a ver com religiões, dogmas, fés, etc.etc. Nada disso. Estou bem afastado dessas coisas. É a simples constatação da realidade. É a lição da vida vivida. É a consequência de milhares de textos e livros devorados. De exemplos vistos e admirados. De gente de carne, osso e pele. Como todos nós. E que (ao contrário do que conhecido meu de um chat brasileiro há dois dias escrevia) a bondade não é chata. A bondade leva exactamente ao contrário do que ele escrevia. Leva, sim, à felicidade. Poder-se-á argumentar (e compreendo que o façam, pois muitas vezes o mesmo se passa comigo) que o mundo não é bom, que a bondade não é a componente essencial, predominante, do mundo. É algo que a prática, na verdade, no-lo mostra diariamente. Os criminosos, de todo o tipo, ganham mais e vivem mais felizes e facilmente do que as suas vítimas. Para eles estas não contam. Não são nada. Nem nuvem que passa. Nem lixo. Absolutamente nada. Os mentirosos pensam resolver todos os problemas pelo facilitismo da mentira. Até mesmo quando sabem que o seu interlocutor percebe/sabe que se trata de mentira. Que interessa isso? O importante é definirem eles o que é dito. Mesmo que seja mentira. O resto, os outros, não contam. Outros exemplos poderiam aqui suceder-se.
O terrível é que em todas as situações, estas e outras, em que a bondade é substituída pela maldade (exactamente: uma mentira é uma maldade, um crime, seja de que natureza for, é uma maldade, etc.) o outro, a outra pessoa é reduzida a nada, a ninguém (como o Romeiro da peça Frei Luís de Sousa na mais célebre pergunta e respsta de todo o teatro português de sempre). Menos do que lixo.
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