Na televisão uma entrevista na CNN, em African Voices, com jovem coreógrafa. Imagens de bailarinos em movimento em background (sugiram-me uma palavra em português que de forma tão compacta dê tão concisa e perfeitamente tudo que esta palavra inclui!). O café borbulha sonoramente, chamando-me. Este fim-de-semana, coincidentemente, em Washington a Sanity March ( Já era tempo de isto acontecer), em Amsterdam a contra-manifestação de jovens anti-fascistas e os adeptos do Ajax (são duros, por vezes violentos e não têm medo nenhum de luta física) contra a marcha do grupo pró-Wilders. Há quem chame a este(s) de fascistas, pela similaridade de algumas ideias, apesar de outras o não serem. (Há muitos anos assisti na Universidade de Marburg-an-der-Lahn - Alemanha - a uma conferência por especialista de Ciência Política que era de opinião que o termo fascismo só seria correctamente utilizado à ideologia de Mussolini. As outras ditaduras de extrema-direita não teriam "direito" científico a esta designação, por mais semelhantes ou inspiradas que fossem pelo fascismo italiano. Opinião dele...). Pode haver luta, apesar do alerta da polícia. Talvez a chuva arrefeça os ânimos. Começou ontem aqui o mensal Domingo Cultural, desta vez duramte três dias. É meu hábito lá ir, mesmo aqui ao lado. Costuma ser extraordinário. Comecei a ler o Vaslav Arthur Japin (sobre a vida de Nijinski). Na edição neerlandesa emprestado pela Biblioteca Pública. Estive para comprar o último livro de Nelson Mandela. Reservo isso para a edição portuguesa, para poder emprestá-lo a outras pessoas que não têm acesso a uma BP como esta e que, naturalmente, não entendem o neerlandês. Sobre o background: Quando ensinava Português era contra estrangeirismos. Hoje não o sou. Salvo melhor opinião, prefiro ter a liberdade de utilizar uma expressão de outra língua se a mesma expressar melhor, mais simples e completamente o que queremos dizer. Para os que não as não entendem, a internet tem programas de tradução automática. Claro que a tradução por essas máquinas internetianas de todo um texto é um verdadeiro desastre . Já aqui no blog falei disto. Traduções de textos meus fazem-me gargalhar, de cómicas. Porém, em palavras isoladas não haverá problema. Teho pena do Obama. Tem feito pelos EUA mais e melhor do que qualquer outro presidente das últimas décadas. Com coragem e sanidade. Exactamente por isso não é apoiado pelos que, extremisticamente, querem mais e mais, rapidamente, tanto da esquerda como da direita, estes destruindo sistematicamente tudo o que ele faz., sobretudo a extremíssima direita populista sob guarda-chuva tea party (expressão espertamente ligada a episódio significativo da História da independência dos EUA). Desejo que o yes we can de Obama volte a ser verdade. Volte a vencer. Não será fácil. É-o para as mensagens extremistas e vazias, que fazem apelo aos instinctos fácios. E não ao racionalismo e à sanidade. Infelizmente esta prga começa a extender-se à Europa. Há que os combater, com intensidade, pacificamente com inteligência. A razão , a paz, a democracia e a verdadeira liberdade vencerão. Yes we can!
Post a comment
Comments are moderated, and will not appear until the author has approved them.
Your Information
(Name and email address are required. Email address will not be displayed with the comment.)

Comments