“ (...)Talvez não tivesse sido o início. Mas em 2008, quando chegou a Lisboa para um “Festival Pina Bausch”, foram as palavras dela que iluminaram o fundamental papel que estas peças tiveram no diálogo intercultural, mesmo sem esse ter sido um objectivo.
Este reconhecimento surgia a propósito da reposição de Masurca Fogo no Centro Cultural de Belém, precisamente dez anos depois da sua estreia naquela sala. E o que Pina disse, a mulher-artista de palavras dançadas e não ditas, foi extraordinário. Disse-nos que á memórias de experiência de encontro e de vida, mesmo que fugaz, com as pessoas em Lisboa (como em outras cidades) que atravessam a peça criada e que com ela ganham uma maor visibilidade. Mas disse-nos mais. Que ela e os bailarinos conhecem no próprio corpo, tatuado nos nervos e na carne, o movimento de Lisboa e de cada um dos seus habitantes.”
CLÁUDIA GALHOZ
(Láudia Galhoz, Pina Bausch – Sentir Mais, D. Quixote, Alfragide, 2010)

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