“Não há lugar mexicano típico ao qual não fique associado na minha memória. Estou a vê-lo ainda, os sobrolhos franzidos, desdobrando os jornais de Paris, à sombra de um jardim de Cuarnavaca, num dia muito quente e sob o zumbido de grandes moscardos; estou a vê-lo ainda, empreendendo comigo a ascensão da pirâmide de Xochicalco; outro dia almoçámos, com grande apetite, à beira de um lago gelado, em plena cratera de Popocatepetl, procurámos caça toda a manhã a fio, numa ilha do lago Patzcuaro...outro dia ficamos a pescar axolotles num ribeiro rápido da floresta.”
ANDRÉ BRETON
(João Francisco Vilhena, A Casa de Trotsky, in Papéis 97, Combate, Lisboa, 1996)

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