Quase em simultâneo fomos despertados pelos assassinatos terroristas (não encontro melhor palavra para os descrever) em Bombaim e com a ocupação dos aeroportos tailandeses por descontentes do actual primeiro-ministro local.
O primeiro é inadmissível, condenável e só tenho pena que as forças de segurança da Índia não se tenham mostrado à altura das suas responsabilidades.
Quanto à Tailândia, quer-me parecer, salvo melhor opinião, que é altura do rei intervir, desviando a sua atenção por uns minutos ou horas da sua paixão por orquídeas e fotografia. Esta crise dura há tempo demais e, das duas uma: ou há democracia ou não há. Se há que respeitá-la, incluindo o direito ao protesto no parlamento, nas urnas de voto, ou em graves de acordo com a lei, nunca na criação de vandalismo e de atitudes irresponsáveis que prejudicam em muito a economia do país, o bem estar dos cidadãos , a imagem do País no estrangeiro e, por conseguinte, diminuição do turismo, com consequências lógicas na diminuição do poder económico dos tailandeses.
Adoro a Tailândia. Só lá estive uma vez, há uma meia dúzia de anos. De passagem de Timor para Portugal, uma semana nas ilhas, onde tomei conhecimento com a mais fabulosa praia cuja areia jamais meus pés tiveram o prazer de calcorrear: Chaweng na ilha de Ko Samui. O povo tailandês é educado, simpatiquíssimo, doce, amigável. Daí a minha tristeza pelo que lá está a acontecer.
NB: Ouvi numa televisão estrangeira que Barack Obama iria dar prioridade na política externa, de imediato, à Rússia, abandonando o conceito de a mesma ser “nação amiga e aliada” para a realidade de os seus dirigentes enveredarem por um espírito imperialista, nacionalista, provocador, em resumo: voltarem ao espírito KGB de má memória, pois os seus actuais dirigentes, especialmente o tal Putin, no final de contas, nunca terá deixado de ser um exemplar imutável de agente do KGB (responsável pela opressão dos alemães da então designada RDA, prisões e mortes), apesar do seu sorriso amarelo. É pena e é burrice da parte dele (Putin, tal que faz de presidente e que há dias se paradou com o Chavez e se encontrou com o “cadavre-demi-vivant” cubano, não é mais do que uma sua marionete) Tenho pena que a Rússia siga este caminho, quanto a mim, erradíssimo. Tê-la-ía preferido democrática e parte substancial da União Europeia. Seria melhor para o povo russo e para os povos europeus. Já para não falar na paz mundial. O presidente eleito dos EUA faz bem em se dedicar a tratar desta batata inesperadamente quente. E resolvê-la.
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