“HORAS DE VIDA PERDIDA”
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“Horas de vida perdida
À procura de viver
Vai-se à procura da vida
Não a encontra quem quer
Quem sou eu para dizer
Quem sou eu para o saber
Nem sei se sou ou não sou
Ninguém pode conhecer
Isto de ser e não ser
Sem saber sei entender
Assim sei o que não sei
Sinto que sou e não sou
Entre o que sei e não sei
A minha vida gastei
Sem conseguir entender
Ai quem me dera encontrar
As rimas da poesia
Ai se eu soubesse rimar
Tantas coisas que eu dizia”
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AMÁLIA RODRIGUES
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(Amália Rodrigues, “Versos”, Livros Cotovia, Lisboa, 1997)

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