Na confusão de crises, incêndios, fome, mortes, guerras, tremores de terra, hipocrisias, corrupções, mentiras, etc. que são, infelizmente, o dia a dia deste mundo de hoje, há, por vezes a necessidade de encontrar alívio, alguma alegria em coisas banais, que nos façam esquecer por momentos o resto. Uma delas é, para mim, o futebol. Desde os sete anos que sou adepto do F. C. do Porto. Para além de ser o clube maior da terra onde nasci, habituei-me, quando pequeno, a ler o Norte Desportivo que meu pai comprava, adepto que era então do hoje campeão nacional. Daí que as vitórias do glorioso da Invicta sejam sempre motivo de prazer e de alegria, esteja onde estiver.
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A vitória do FCP sobre o Sporting Club de Portugal, grande clube também de tradições e boa educação, teve para mim um sabor muito especial: Foi um desafio jogado com enorme intensidade, mas com correção exemplar pelos futebolistas de ambas as equipas. Intensidade, desportivismo e fair-play. Foi bonito, findo o desafio, ver o cumprimento que os dois treinadores deram. Os abraços de jogadores de ambas equipas aos seus adversários, sobretudo a procura pelo Helton do guarda-redes do Sporting a quem consolou expressamente pelo azar da falha que este teve, de que resultaria depois o único golo da partida. Aliás um golaço de Meireles em livre indirecto treinado com o Lucho. Ver futebol assim, sabe bem.
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O melhor comentário que li sobre o despedimento injusto e desconexo do Fernando Santos pelo presidente do S. L. e Benfica foi feito pelo Presidente do FCP: “Como amigo [do Fernando Santos] estou triste; como Presidente do F.C. do Porto estou alegre”. Na “mouche”!

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