
“Nações Unidas querem Tribunal Hariri nos Países-Baixos”
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“(Haia/Beirute/New York)”
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“As Nações Unidas querem que os assassinos do antigo primeiro-ministro libanês Rafik Hariri sejam julgados por um tribunal especial nos Países-Baixos. O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, fez este pedido ao primeiro-ministro Balkenende, no domingo por telefone e na 2ªfeira por escrito. O gabinete do governo informou estar “positivo” em relação ao desejo expresso, mas quer primeiro investigar algumas questões práticas.
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Assim o gabinete pergunta com clareza quem será responsável pelos custos, sobre a segurança, o local onde o julgamento terá lugar, o enquadramento jurídico e o que deve acontecer aos condenados. A “intenção positiva” do gabinete tem a ver com o desejo de transformar os Países-Baixos – e em especial Haia – no centro jurídico do mundo. Haia já aloja o Tribunal Criminal Internacional, o Tribunal da Jugoslávia e o Tribunal Especial para a Serra Leoa.”.
(Lido em: “de Volkskrant”, 24 de Julho de 2007. Original em neerlandês, tradução ad hoc minha)Haia, ou Den Haag ou s’Gravenhagen, é a maior aldeia do mundo. Nunca esta povação neerlandesa requereu a passagem a vila ou a cidade. E foi crescendo desde quando há alguns séculos a nobreza dos Países-Baixos, farta do cheirete de Amsterdam, proveniente dos canais, para onde tudo era lançado, inclusivé os detritos humanos (não é para admirar pois há cerca de 30 anos em Utrecht, a 5ª cidade dos P-B, tal ainda acontecia no que diz respeito aos esgotos... Desde então, felizmente, não), conseguiu mudar-se para Haia, levando atrás de si os órgãos de soberania do país. Amsterdam continuou a ser a capital oficial, onde está o palácio principal da rainha e é lá que ela recebe as visitas de Estado dos presidentes e reis estrangeiros, assim como é lá que têm lugar as recepções dos casamentos reais, assim como a cerimónia nacional anual mais importante: a homenagem aos mortos da II Grande Guerra Mundial, às 20.00 horas do dia 4 de Maio, aniversário do início da ocupação do país pelas tropas nazis de Hitler. Uma parte da alta burguesia endinheirada mudou-se ao longo do tempo para as margens do rio Vecht, entre Amsterdam e Utrecht, onde construiu palacetes e mansões no meio de propriedades de sonho, algumas delas com as sua casas de chá perto das margens (, aliás, ainda hoje um passeio lindíssimo que pode ser feito de barco, ou mesmo de bicicleta na maior parte do percurso).
Mas voltemos a Haia. Ainda hoje lá estão os mais importantes órgãos de governação e de soberania do estado. A actual raínha, Beatrix, aí tem dois palácios, um onde habita (a mãe dela e anterior rainha, a inesquecível Juliana, viveu e trabalhou no palácio de Soesdijk, perto de Utrecht), o outro onde trabalha. Em Haia está o Parlamento, o Senado, o Conselho de Estado, o Governo e a maioria das embaixadas estrangeiras. Em Haia está também o Palácio da Paz, sede e local de trabalho do Tribunal Internacional que julga os criminosos e crimes de guerra contra a humanidade.
Aí existe aquele que me habituei ao longo de decénios a considerar o museu provavelmente com maior percentagem de qualidade que conheço, o Mauritshuis. Naturalmente que há melhores museus, muitos. Este, porém, só tem obras de Arte de enorme qualidade e não uma mistura.
Já para não falar do conhecido Lucent Danstheater, com 1100 lugares, o único teatro no mundo concebido especialmente e só para dança, construído há uns 10 ano, sede do internacionalmente célebre grupo de dança contemporânea Nederlands Dans Theater, Tudo isto numa aldeia, onde o antigo e o moderno se misturam em equilíbrio de invejar. Uma aldeia com direito a ter a poucos quilómetros a mais conhecida, enorme, aristocrática, internacional e cosmopolita de todas as praias dos Países-Baixos: Scheveningen.
[Devido ao encerramento do cyber-center (com 135 computadores disponíveis para a internet) onde durante anos, quando aqui, ter infelizmente encerrado, não sendo possível na OB enviar fotos para a internet, tudo isto ligado ao facto de a última semana ter sido preenchida por inúmeras actividades minhas de outras ordens, não me tem sido possível colocar algumas fotos das muitas que tenho feito aqui. Logo que possível, fá-lo-ei de novo.]
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