- O fecho de um meio de comunicação privado na Venezuela constitui a privação dos seus cidadãos a uma informação plural e livre. Não existe democracia onde não existe total liberdade de expressão de pensamento. Não existe demcracia onde não existe uma imprensa e outros meios de comunicação livres e independentes. O que existe é uma farsa pesudo-democrática, cada vez mais ditadura. Mete nojo e pena.
- A sentença ontem anunciada pelo Supremo Tribunal de Justiça sobre um recurso de um caso relacionado com crime sexual com menores é uma pedrada no charco. Pelo cuidado e ponderação racional dos factos provados e pela justeza inteligente da pena aplicada dentro do quadro da lei. Inteligente foi também a rapidez e clareza com que o STJ explicou em comunicado a razão da sentença, assim como os esclarecimentos claríssimos dados no mesmo dia pelo Vice-Presidente do tribunal criminal supremo em directo no estúdio da televisão, respondendo a perguntas do jornalista. Sentença não dependente ou ao sabor de efeitos ou pressões mediáticas. Racionalidade, justiça e pedagogia, inteligentes. Deveria ser assim.
- A greve geral de hoje desde o momento em que foi anunciada pareceu-me despropositada. Não havia um motivo apresentado concreto para a mesma. Teria muito mais prático escolherem uma razão palpável (gasto absurdo de verbas faraónicas para construção de um novo super-aeroporto para Lisboa, enquanto o governo obriga os cidadãos a aumento de imposto e a sacrifícios salariais, quantas vezes insuportáveis) e não a uma insatisfação geral demasiado abstracta, mesmo que justa. O resultado parece estar a ver-se: adesão grande em alguns sectores específicos, mas muito pequena na maioria das actividades do país. O direito à greve é um direito inalienável. Faz parte da democracia. O que é necessário é saber utilizá-lo no devido momento e por uma causa motivadora.
- A candidatura do Prof. Carmona Rodrigues à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa parece-me mais a ter com vingançazinha pessoal contra o partido que o apoiou nas eleições anteriores (tentando dividir o eleitorado social-democrata), do que para resolver os problemas do município. Uma razão negativa e não positiva. Era bom que os lisboetas percebessem isso e o "castigassem" com uma votação mínima. Bem merecia.
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