Lá fora o vento vindo do mar assobia no meio de raios de sol tímidos, deixando ver ao longe a capital. Sem vontade para fazer algo de útil (ai esta preguiça, que contraria a vontade de escrever sobre uma série de temas actuais!), no meio de uma quantidade enorme de informação, fico-me pela quase passividade de umas poucas e brevíssimas notas esparsas:
- Dava-me vontade de designar três "camelos" governamentais a serem atirados borda fora para o deserto, mas não o faço para não ofender ninguém, a começar pelos dromedários de verdade, que não têm culpa de outros lhes quererem aumentar o habitat natural;
- O Primeiro-Ministro é um hábil gestor de imagem, pecando por um autismo e autoritarismo, mesmo que sorridente, pouco próprio de um chefe de governo de um partido socialista que se pretende de raíz social-democrata. Autoritarismo, teimosia e birra em defesa das asneiras de ministros seus, só para não dar o braço a torcer ou por serem seus amigos pessoais. Exemplo disso é a vergonha na insistência da asneira imensa que seria a escolha da Ota como local da construção do novo aeroporto internacional de Lisboa. Que se há-de fazer? Em vez de, inteligentemente, reconhecer o erro na escolha e não defender a casmurrice tonta e desértica de senso do senhor Lino (aquele ministro que mostrou não saber nada de geografia humana portuguesa e que se permite relembrar a questão da dúvida da validade do diploma de engenharia do senhor PM), continua ele, teimosamente, a tentar ignorar a opinião da enorme maioria do povo português, de técnicos altamente qualificados, da totalidade dos outros partidos políticos, do Senhor Presidente da República, assim como ignora os actos desumanos, anti-democráticos e anti-constitucionais de uma directora do DREN, não a mandando demitir ou à ministra da educação, assobia para o lado quando o ministro da economia diz uma mentira enorme frente às câmaras da televisão e aos trabalhadores de uma multinacional que vão ser despedidos, etc,etc,etc. Em vez disso parte orgulhoso e ufano para Moscovo com uma delegação ministerial (assim, com eles debaixo da asa, corre menos o risco de gafes) e de empresários, por ficar hospedado no Kremlin (honra concedida a chefes de estado, o que ele não é. Engenheiro, talvez), esperando que venha um outro assunto qualquer que faça esquecer estes.
- O Senhor Presidente da República deu sinais claros de começar a ficar impaciente perante estes actos inaceitáveis do governo. Faz bem. Fará melhor, se necessário, dirigir-se directamente à população portuguesa e a confrontar directamente com estas asneiras de um governo democrático que, por ter uma maoria absoluta no parlamento, se acha com poder e razão para fazer o que quizer, mesmo contra toda a outra oposição, da esquerda à direita, passando pelo centro e, sobretudo, contra a opinião da vasta maioria do povo português. Será altura, então, para o Senhor Presidente da República, abertamente, dizer: Não!
- Claro que se compararmos isto com as notícias que vêm de Brasília, esta nossa realidade mais parece "peanuts". No entanto, os erros (como eu lamento e me faz pena um país tão bonito ter tanta corrupção e tanta escandaleira política, a todos os níveis, continuamente, sem fim à vista !) do outro lado do Atlântico não devem servir de atenuante ou distracção aos erros de cá.
- Defendo inteiramente a actuação séria, trabalhadora, empenhada, científica e anti-sensacionalista da polícia criminal portuguesa no caso do desaparecimento da pequena Madeleine. Em defesa da criança. Em defesa dos seus pais, mesmo que eles, britânicos, tenham dificuldade em compreender a metodologia usada cá, que, coitados, devem sofrer o inimaginável.
- Naturalmente o meu F.C.Porto foi campeão.
- Palavras inteligentes e exemplares hoje em "OJogo" do Ricardo Quaresma sobre Baía! A ler e reter.
- Parece-me que já era hora da direcção do F. C. Porto , ou a sua SAD, irradiarem os associados dos super-dragões envolvidos nos desacatos com a polícia no desafio de basquetebol contra a Ovarense. Desonram o nome do clube.
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