“(…)o conteúdo expressivo de uma obra de arte, incorporado nas formas de linguagem, tem que ser apreendido nos termos concretos desta linguagem. Não existem paráfrases na arte. Jamais o mesmo conteúdo poderia ser formulado de outra maneira. Uma maneira diferente já implicaria um conteúdo diferente. Pois a forma artística, ta como a encontramos articulada na obra, é sempre uma forma última e única, de um determinado conteúdo. A verdade interior da obra consiste exactamente nesta adequação forma-conteúdo, sendo a forma intransponível para outras adequações ou outras matérias.”
FAYA OSTROWER
(Faya Ostrower, Acasos e Criação Artística, 4ª edição, Editora Campos, 1995)

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