“A exposição de fotografias intitulada Simulacro e Trompe-l’oeil é uma tentativa de sintetizar elementos próprios a disciplinas diferentes: a análise filosófica e estétca, a convergência, no campo da fotografia, de certos princípios canónicos do trompe-l’oeil e, finalmente, a concepção, digamos museológica, da apresentação das imagens em coerência orgânica com o tema.
Por isso, as fotografias expostas não constituem, ao contrário do que é habitual, um fim em si, são apenas um elemento de um todo que pretende suscitar uma reflexão mais aprofundada sobre o trompe-l’oeil e o simulacro.
O pai da ideia é o professor Carlos M. Couto S.C., a pretexto de um veneziano chamado Giambattista Tiepolo que teve a delicadeza de nascer há exactamente trezentos anos e produziu alguns dos mais deslumbrantes exemplos de trompe l’oeil à escala monumental.”
Gérard Castello-Lopes
(Gérard Castello-Lopes, Reflexões Sobre a Fotografia – Eu, a Fotografia e os Outros , Assírio & Alvim, Lisboa, 2004)

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