Manuel Alegre, através da sua poesia de revolta, de inconformismo e de beleza intrinsecamente poética, foi "presença" habitual nas minhas leituras aquando dos tempos difíceis do regime deposto pelo 25 de Abril. Leio-o sempre com o mesmo prazer.
Por Mário Soares tenho enorme respeito e consideração. Pelo que representou de histórico para a democracia portuguesa. Pela sua capacidade infinda de luta por um Portugal democrático. Para além disso devo-lhe provas várias de grande simpatia pessoal. Foi ele que, quando Presidente da República, inaugurou várias exposições minhas. A Dra. Maria de Jesus Barroso Soares o mesmo fez. A empatia entre nós nunca esteve subordinada a ideologias. Nenhum deles, em público ou privado, durante a presidência da república e depois dela, alguma vez me perguntou quais as minhas simpatias partidárias. Tenho por ele uma enorme admiração pessoal e como cidadão.
Tive ocasião de privar com Cavaco Silva. À minha admiração como governante juntou-se uma admiração pessoal em conversa havida há anos. Ao contrário da imagem que os meios de comunicação social há anos transmitiam, o Prof. Dr. Cavaco Silva, quando em privado, é de grande simplicidade, de uma atenção enorme para com o interlocutor e, até, capaz de sincero calor humano. Para além disso tem como ideologia a social-democracia. Por isso mesmo, nunca aqui o escondi, é o meu candidato à presidência da república. Por achar ser o melhor para Portugal.

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