Quando conduzo, ou estou a ler a imprensa, penso escrever aqui sobre vários assuntos. Porém, com rapidez eles se amontoam e, com franqueza, se reduzem à sua pequenez repetida, acabo por preferir partilhar leitura. Escrever, no final de contas, sobre quê? Sobre Felgueiras? Sobre palhaçadas com fardas pelo meio? Sobre as razões apontadas ao nosso compasso de espera enquanto a Irlanda e a Finlândia nos ultrapassaram em desenvolvimento por políticas certas? Por um poeta (dos bons e cidadão exemplar) querer ser presidente da república? Sobre eventuais corruptos (segundo a imprensa) que poderão vir a ser eleitos para autarquias? Sobre o excelente jogo do meu FCPorto contra o Belenenses? Sobre a eventual “paga” dos “deuses” a quem contribui para a destruição da habitabilidade do nosso planeta? Sobre o drama dos habitantes de países sob o jugo militar de outros? Obre a iniquidade? Sobre a injustiça? Sobre o egoísmo? Sobre a amizade? Sobre a destruição que o penúltimo tema exerce sobre este último? Sobre o amor? Sobre , sobre, sobre.
Escrever, afinal, para quê?

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