Longe vai o tempo, felizmente, em que os habitantes do Algarve e os milhões de turistas que anualmente escolhem esta província portuguesa como destino de férias tinham que se deslocar a Lisboa para verem espectáculos de dança contemporânea dignos desse nome.
Aqui tanscrevo o programa de
"A sul" - IX FESTIVAL INTERNACIONAL DE DANÇA CONTEMPORÂNEA
23 Set.
22h00
Auditório Municipal de Lagoa
25 Set.
22h00
CAPa - Centro de Artes
Performativas do Algarve
CRAZY HAPPINESS
"coreografia Konstantinos Rigos cenografia Nikos Natsoulis figurinos Konstantinos Rigos desenho de luzes Manolis Sardis assistente de coreografia Amalia Bennett direcção de produção Ioanna Liakou interpretação Amalia Bennett, Panayiotis Kontonis, Savas Baltzis, Penny Christopoulou, Konstantinos Rigos, Elena Topalidou, Yiannis Marto operação de luzes Manolis Sardis engenheiro de som Manolis Sardis
Oktana, uma das mais reputadas companhias de dança grega revela-nos com CRAZY HAPPINESS um despojado e corajoso jogo de amigos que define relações e expõe intimidades. Tudo quase não passa de lições de anatomia, de desejos, de confusões, de segredos, de simples explicações, de trocas mais ou menos voluntárias e de silenciosas ameaça com algum sexo à mistura, para quem tiver imaginação. Ao som de Bach, 6 intérpretes no interior de uma casa afogam-se em muitos gestos e muitas simulações, uma fauna onde não falta uma "fada madrinha", onde tudo é quente, inflamado, excessivo, desolador e no meio de tudo isto, uma felicidade louca. Crazy Happiness é um despojado e corajoso jogo de amigos, que define relações e expõe falsas intimidades. Os medos misturam-se com corpos nus, durante inflamados 60 minutos onde os espectadores têm a possibilidade de ver em palco os seus mais obscuros desejos e fantasias.
utilizando a infância como pretexto, as sete personagens desta performance realizam sem medo e sem receio os seus desejos mais secretos. Num mundo onde as feridas são difíceis de sarar, encontram um modo de viver uma felicidade louca. Vivendo vidas vazias, as pessoas matam-se umas às outras por um momento de experiência real, tentam unir os seus corpos despedaçados e mal podem esperar por um passeio no jardim das suas almas. A aula de anatomia, o jardim zoológico, uma rapariga enregelada, a árvore de Natal, o castigo, sonhos maus, fadas e meninos, acordar para ir para a escola, brincar aos médicos, orações e música de Bach ouvidas ao longe, podem ser quadros de uma vida que esquecemos. Imagens de uma felicidade louca por acontecer...
Crazy Happiness é um despojado e corajoso jogo de amigos, que define relações e expõe falsas intimidades. Os medos misturam-se com corpos nus, durante inflamados 60 minutos onde os espectadores têm a possibilidade de ver em palco os seus mais obscuros desejos e fantasias.
23 Set.
22h00
Centro Cultural Antº Aleixo
Vila Real de Santo António
TIRED
coreografia, conceito Ilyas Odman interpretação Ilyas Odman som Bahadir Dilbaz desenho de luzes Aytug Civan dramaturgia Alexandre Abellan, Hanna Koriech figurinos Irmak Arkman fotografia Pinar Ilkiz
(...)Importa mostrar a fisicalidade e os sentidos enquanto meios onde não existe certeza, estrutura ou expectativa. Os seres humanos poderão continuar a ansiar pela "certeza", que conduz a um grau de segurança, mas esta nunca poderá ser alcançada.(...) Tired dá-nos o gozo de ver experimentar a verticalidade, de arriscar, de encontrar no chão o lugar de todas a possibilidades e todas as mudanças.
"Ilyas Odman utiliza os métodos da "Filosofia" nas suas criações. Em "UnderNine Dance Project" desenvolve trabalhos orgânicos utilizando o corpo como instrumento de literatura."
in Radikal Newspaper
este solo é uma manifestação física do percurso de Gregor Samsa transposto para a dança. Importa mostrar a fisicalidade e os sentidos enquanto meios onde não existe certeza, estrutura ou expectativa. Os seres humanos poderão continuar a ansiar pela "certeza", que conduz a um grau de segurança, mas esta nunca poderá ser alcançada. O novo corpo de Gregor Samsa, enquanto bailarino, está repleto de histórias e expectativas sociais, mas o mesmo opta por encarar o futuro com optimismo e rejeitar a nostalgia improdutiva. O bailarino também olha com esperança o potencial do futuro, desenvolve-se e transforma-se ele próprio num ser único que cria movimento, não forçosamente dança. Este movimento permite-lhe ser auto-crítico e ter capacidade de sorrir e perguntar com segurança: o que é a fisicalidade, o que é a beleza...?
23 Set.
22h00
Centro Cultural Antº Aleixo
Vila Real de Santo António
DELIRIUM
coreografia, intérpretação Candas Bas música Plastikman
"estou ali com a minha solidão, o meu passado, o meu coração que ainda sangra, não é confortável, nem parece o mesmo corpo que me carrega desde há muito. Sou uma desconhecida agora, descobrindo o corpo, descobrindo alguém, procurando, perdendo-me. Lembro-me dele, da primeira vez que me tocou, aquele toque parece tão precioso agora, tão longínquo. Sinto-o mais próximo a esta distância, (...)"
Delirium faz-se de segmentos de movimento entrecortados, de espasmos e de muito brilho. Evoca um Universo intimista, tenso e sensual, onde Candas Bas demonstra a capacidade técnica de uma das mais destacadas interpretes do panorama artistico da dança contemporânea turca.
Corredores de luz delimitam o espaço que acolhe um enérgico solo brilhantemente executado que revela uma jovem promissora interprete turca.
23 Set.
22h00
Centro Cultural Antº Aleixo
Vila Real de Santo António
ROJ
coreografia, interpretação Çaglar Yilmaz desenho de luzes, cenografia, figurinos Çaglar Yilmaz gestão do projecto Dilek Arslan assistente coreográfico Özgün Çaglar Ersoy
Çaglar Yilmaz foi buscar à escrita de Oruç Aruoba, um texto profundamente passional - "Uzak" - que deu origem a ROJ. Esta criação assume uma estrutura marcada por dois momentos, dois tempos e duas atitudes. Se na primeira parte exploram-se frases curtas de movimento que se desmultiplicam nos espelhos, tornando-as mais intensas e completas, numa segunda parte, muda-se a iluminação, a música e o espaço cénico. Sempre acompanhadas por uma banda sonora ritmada que cruza sons mediterrânicos, aproximando o orientalismo turco ao hispânico magrebino, os espelhos vestem-se de luto e servem de suporte o enigmático de indescodificável nome que dá titulo à criação.
Çaglar faz parte de uma geração de novos coreógrafos / interpretes turcos, de gente desassossegada que têm em comum serem possuidores da energia dos que lutam por conquistar um espaço no seu país e reconhecimento internacional."
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