Quando amo, amo. Amo verdadeiramente. Sem fingimentos. Sem rede de protecção. Amo como sou. Amo como sinto. Directamente.
Todo o amor em mim tem progressão. Pode aumentar de intensidade. À mediada que há maior sintonia com a pessoa amada. À medida que o conhecimento se alarga. À medida em que o amor se acrescenta a ele próprio. À medida que o tempo passa.
O contrário também pode acontecer. A regressão. O seu enfraquecimento. Até mesmo o seu desaparecimento. Porquê ? Por variadíssimos factores. O aprofundamento do conhecimento da pessoa pode levar-nos a ver o que antes nos passara desapercebido. Pode revelar-nos uma pessoa diferente da imagem que dela nos havíamos feito . Uma pessoa que connosco não compartilhe valores essenciais. Uma pessoa que não partilhe connosco o amor.
O amor tem sobretudo dois inimigos fundamentais: a mentira e a desonestidade.
Enquanto, por outro lado, a honestidade e a verdade são a sua maior fonte de vida.
O amor pode começar a sólo. O amor só pode persistir a dois. Nunca indefinidamente a um.
Assim como uma planta não pode viver sem luz.
Amar é viver. Profundamente.
É sermo-nos .
É sermos também a pessoa que amamos.
É sentirmos as alegrias do ser amado.
E também as suas tristezas.
O amor é a felicidade.
A felicidade mútua.
Por isso, quando amo, amo.
Sendo amado.
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