"É falso dizer que "transportamos o nosso corpo" como um peso que arrastamos sempre connosco. O peso do corpo constitui um outro paradoxo: se exige um esforço para o fazermos mexer-se, é também ele que nos transporta sem esforço através do espaço.
Como no-lo mostram essas Mulheres de Picasso correndo pela praia, com pernas e braços que se alongam como o próprio espaço que a corrida, o horizonte, o mar e o vento induzem, a textura do corpo é espacial; e reciprocamente, a textura do espaço é corporal."
JOSÉ GIL
(José Gil, " Movimento Total - O Corpo e a Dança", Relógio d'Água, Lisboa, 2001)

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