"O que é o plano de imanência da dança? É um plano de movimento. Mas não de qualquer movimento indiferentemente. A marcha compõe também um plano de movimento em que certos movimentos de órgãos coexistem e se combinam de maneira significativa, segundo uma lógica própria. Podemos até fazer participar nela outros movimentos não habituais (andar virando a cabeça para a esquerda e para a direita, por exemplo). Tudo isto, no entanto, não forma um plano de imanência.
Para construir um tal plano dançando, requerem-se pelo menos duas condições: a) que o pensamento e o corpo façam um só no movimento (a "fusão" de que Cunningham fala); b) que o movimento do corpo seja infinito, o que implica que possa agenciar-se com outros corpos dançantes."
JOSÉ GIL
(José Gil, "Movimento Total - O Corpo e a Dança", Relógio d'Água, Lisboa, 2001)

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