Hoje comemora-se o dia da dança. Farto desta sucessão quase interminável de dia disto e de dia daquilo, a maior parte deles certamente invenção do comércio para facturarem mais, quse não dava por este dia. Disso não adviria nada de mal ao mundo, muito menos a mim, pois considero todos os dias como da dança. Como o são da amizade, fotografia, da literatura, das artes plásticas e de tudo o que me é querido e importante.
A minha relação com, neste caso, a dança vem desde muito longe. Era em nossa casa de Oliveira de Azeméis que se organizavam, em grande parte preparavam e mais tarde até realizavam os mais conhecidos e melhores bailes de carnaval do Norte de Portugal das décadas de cinquenta e sessenta. Curiosamente li hoje num diário que este dia também é hoje celebrado em Oliveira de Azeméis através de um espectáculo do Ballet Contemporâneo do Norte dançando "Triologia da Queda" com coreografia de Luís Carolino. Mais tarde, por enorme casualidade (amiga íntima dela tinha sido aluna e grande amiga de minha mãe), venho a conhecer pessoalmente em Londres Margot Fonteyn. Seguiu-se um período de aproximação gradual ao mundo da dança como espectador, sobretudo do Nederlands Dans Theater, do Het Nationale Ballet e, só quando possível, do Ballet Gulbenkian. Em Janeiro de 2003 inicia-se, também por casualidade, uma nova fase da minha ligação à dança. Foi exactamente na sequência da I Mostra Prodança do Ceará que conheço a coreógrafa Sílvia Moura e o seu Centro de Experimentações em Movimentos, vulgo CEM. Sinto grande tristeza por não poder lá estar e com eles passar este dia. O resto já está bem claro em outros apontamentos deste bloguezinho amistad.

Gosto muito das imagens deste blogue.
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Posted by: andreia | April 30, 2005 at 12:15 AM