“A poesia, como disse António Machado, é palavra no tempo. Cada poeta dá testemunho na terra, de coração aflito, do milagre de um único encontro: o encontro com o seu rosto. Um rosto feito de mil rostos, onde cada ser poderá reconhecer-se. Temporal, por excelência, a palavra do poeta é uma palavra preocupada . Ele sabe que o seu trabalho é preservar, sem os corromper, uns sinais que, apesar de frágeis, têm a força prodigiosa de revelar o homem ao homem.”
EUGÉNIO DE ANDRADE
(Eugénio de Andrade, Rosto Precário, Limiar, Porto)

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