Poucos livros compro hoje em dia. Actualmente mais interessado nas artes visuais e na dança, prefiro o prazer do momento da criação, própria ou de outrem, à leitura sobre. Há, no entanto hábitos que não desaparecem de todo, sendo um deles o de entrar numa livraria somente para ver o que lá está. Hoje, dia interiormente cinzento, a surpresa foi um livro da Teolinda Gersão. Estava longe de o ver neste lado tropical. Teolinda Gersão foi a minha orientadora de tese de licenciatura na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Foi-me aconselhada por grande Amigo e seu antigo aluno de Teoria da Literatura, o Júlio-Helder Dourdil. Coincidentemente ao folhear hoje este “A árvore das palavras” (Editora Planeta, São Paulo, 2004) leio que a narrativa se passa em Moçambique, retratando “a assepsia hipócrita do mundo branco e a alegria colorida do mundo negro”, algo que, mais uma vez por coincidência difícil de imaginar, é fundamental na vida e experiência do Júlio-Helder.
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Antonio Alegria,não somos "íntimos",contudo,senti-me na liberdade de comentar aqui!...Vi tua foto "Lágrima"!Lindo poema!A imagem é mais viva que a palavra p/mim,talvez porque nela há cores,movimento,desenho de emoções!Vc é um grande fotógrafo!Conheci uma pessoa q me disse q p/se fazer uma foto magnífica basta um olho sensível,capaz d captar com a delicadeza e atenção devidas o q os outros olhos dispersos não captam...
Ah!E obrigada pelas breves conversas sobre psicologia!Boa tarde!Abraço.
Posted by: Yasmim | March 09, 2005 at 03:22 PM