O corpo é uma casa. Fechada ou aberta. Bonita ou menos bonita. Habitada por anjos ou demónios. Ou tão simplesmente por pessoas. Como tu e eu. Por gente que pensa e sente. Que ri e também chora. E, por vezes, também ora. O corpo é o casulo onde nos refugiamos. E tanta vez nos escondemos. O corpo é a máscara que exibimos. Pode ser a nossa mentira. A verdade, essa, somos nós. Lá dentro. Nos labirintos. Nas praças. Nas celas. Nas montanhas do nosso ser. O corpo por vezes exprime, mesmo que filtradamente, o que se passa dentro. O corpo foi feito para viver em liberdade. Tal como o espírito. Sem ela não passaríamos de prisões agrilhoadas. Há que as libertar.
(Foto e texto da exposição “O corpo é uma casa” de António José Alegria. Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza. Abertura: 25 de Fevereiro de 2005)


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