Começa hoje, dia 19 de Janeiro e prolonga-se até ao próximo domingo, dia 23 o II Festival Vida & Arte no Centro de Covenções de Fortaleza. O jornal O Povo, seu organizador, em editoial da ediçao de hoje, chama-lhe “A Festa da Cultura”. Desse mesmo editorial transcrevo aqui, com a devida vénia, as seguintes passagens:
“Para se ter uma ideia da amplitude do megaevento, 3.300 artistas locais e de outros estados estarão participando do Festival Vida & Arte, num total de 900 atrações.”
(…)
“Os antigos gregos faziam a ligação entre a noção de beleza e uma filosofia de vida que elevava todos os valores humanos. A arte (em grego ‘tekné’ e em latim ‘ars,artis’, meio de fazer ou produzir) era vista na Antiguidade como idealização da natureza pelo ser humano, ponto mais alto da criação.”
“’Ars longa, vita brevis’, dizia um dos aforismos de Hipócrates, traduzido pelo filósofo romano Séneca.”
“No século XiX, o alemão Schopenhauer ultrapassou essa definição quando disse que a arte neutraliza as forças egoístas que nos prendem aos desejos (sofrimentos) e nos faz participar da insondável vontade universal.”
“Por isso a palavra Vida aliada à Arte, nome do festival que se abre hoje, vai ao encontro do ideal milenar de transcendência.”
“A arte, por natureza revolucionária, inquietante e instigante, é um fator de engrandecimento do ser humano. É neste prisma que se norteia o II Festival Vida & Arte”
Assim se deseja que seja, mesmo que certas decisões da produção, absolutamente incompreensíveis à luz da finalidade apregoada do festival, não tenham ido nesse sentido.

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