“Ik vecht niet met jou, mijn God, mijn leven is één grote samenspraak met jou. Misschien zal ik nooit een groot kunstenares worden, wat ik toch eigenlijk wil, maar ik ben al te zeer geborgen in jou, mijn God. Ik zou soms wel kleine wijsheden willen etsen en vibrerende verhaaltjes, maar ik kom altijd weer direct terecht bij een en hetzelfde woord: God, en dat omvat alles en dan hoef ik al het andere niet meer te zeggen. En al mijn scheppingskracht zet zich om in innerlijke samenspraken met jou, de golfslag van mijn hart is breder geworden hier en bewogener en rustiger tegelijkertijd en het is mij of m’n innerlijke rijkdom steeds groter wordt.”
("Het verstoorde leven - Dagboek van Etty Hillesum, 1941-1943", De Haan, Haarlem, 1981)
Este excerto pertence à última carta escrita por Etty Hillesum durante o Verão de 1943 no campo de concentração de Westerbork antes de ser transportada, com a sua família, para Ausschwitz, de onde não sairiam com vida. Como milhões de outros. Pelo simples facto de serem judeus. Quando escreveu estes textos, Etty Hillesum tinha somente 27 anos. De inteligência rara, com espírito muito sensitivo, manteve sempre uma ética profunda e uma confiança inabalável no ser humano.
A conselho de uma grande Amiga neerlandesa, que não sendo judia trazia sempre uma estrela de David ao peito, comprei este livro a 5 de Dezembro de 1981. Menos de um ano mais tarde vi-me confrontado com a probabilidade de conhecer o outro lado da moeda da vida. Lamentei então não me restar tempo para poder traduzi-lo. O tempo acabou por não deixar de existir e, apesar disso, nunca realizei a tradução. Este livro, porém, passou a ser fonte onde, em momentos de extrema dificuldade, me encontro.

li e reli a tradução em italiano.
que tal uma tradução conjunta? :)
k.
Posted by: k. | August 07, 2006 at 02:04 PM
pelo menos este trecho, não acha?
Posted by: jpt | November 01, 2004 at 10:16 PM