
Perante a ausência de um paraíso total, algo utópico, neste dia de iniciativa PP (honni soit qui mal y pense), tentarei aqui propor uma hipótese de receita para dele tentarmos nos aproximar:
Tome-se, por exemplo, a alegria e a música brasileiras, junte-se-lhe bom gosto e beleza sorridente tailandesa, acrescente-se-lhe os valores humanos neerlandeses, adicione-se artes tradicionais japonesas, como a de preparar ritualmente o chá e de diariamente construir o seu jardim exterior como reflexo do seu jardim interior, junte-se-lhe a força telúrica de África e Brasil, assim como o culto do corpo que o país do samba tem, uma flor de lotus da ilha de Ko Samui, o nível de vida luxemburguês, a qualidade televisiva germânica, a coragem timorense e, assim, nos poderemos eventualmente encaminhar para uma espécie de paraíso terrestre, complementados, qual cereja final, com a poesia (em língua) portuguesa.
A ser saboreado sempre, com sorriso nos lábios e tranquilidade no espírito.
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