Melhor deveria escrever: as crises. Quase não me tenho referido a elas. Os media fazem-no em profusão e com opiniões de pessoas muitíssimo mais conhecedoras.
Toda a gente sabe que quando se gasta demasiado, depois falta. Isto diz respeito tanto a pessoas como ao Estado. (este parece tão em crise que quase me deu vontade de dactilografar a primeira letra com minúscula). Qaundo não se poupa sempre para a eventualidade de crise, acaba por a mesma vir a ser terrível. Quando se gasta em sumptuosidades desnecessárias, depois é que são elas. Foi o que aconteceu com o desgoverno do apelidado governo anterior. Lembram-se dos planos farónicos da decisão socialista de construir um novo areoporto na Ota e da necessidade de , para isso, ter que ser escavada uma quase 'montanha' natural? Lembram-se de planos arternativos inteligentes de, se viesse mesmo a sera ser imprecindível, como o de se aproveitar o actual aeroporto de Lisboa, aumentado-o com o espaço de Figo Maduro, eventualmente até conjugado com um outro aeroporto perto de Lisboa já existente e dispensável para a nossa FA? Lembram-se da alternativa de Alcochete? Lembram-se da tristemente célebre "jamais!" do mais ainda tristemente autor dela? Lembram-se do novo-riquismo do então governo PS em construir linhas e mais linhas de TGVs?
Claro que, chegada a crise monetária internacional, o país não tinha reservas financeiras para se aguentar nas canetas, tanto mais que as verdadeiras e necessárias reformas económicas não tinham sido realizadas. E deu no que deu.
Número substancial de países europeus têm sentido a crise e têm-na combatido com poupanças dolorosas. Incluindo a Bélgica e mesmo os Países-Baixos - o segundo país mais rico da UE - (18 biliões de euros já em curso , acrescidos agora de mais uma verba extra entre 9 e 16 biliões de euros. O governo está em plena discussão para decidir onde ir poupar("sacar") esta nova verba. Estas duas operações de compressão extra de despesas são necessárias para cumprir as decisões da UE dos 3%. Como sabem, já aqui escrevi, o paisinho do novo Van Gogh foi o primeiro a contribuir de facto e concretamente com uma primeira verba de 7 biliões para o fundo europeu de empréstimo aos países do Sul, mesmo antes de saber como e onde os ir sacar às despesas internas do país, ou seja, da vida dos cidadãos). Poderia citar outros países, mas são conhecidos de toda a gente.
O que lamento imenso ainda não ter lido em nenhum dos quatro jornais portugueses online, que diriamente leio quase de fio a pavio, é um plano concreto e exequível do governo actual para dinamização imediata da economia portuguesa. Nem que para isso seja necessário contrair empréstimo imediato junto de instância internacional ou de país amigo, pagando os juros devidos. Caso contrário a vida torna-se cada vez mais insuportável para muitos dos cidadãos. E sem perspectivas. As pequenas empresas, se concretamente produtivas e economicamente viáveis (caso contrário não têm razão nenhuma de existir), devem poder ter acesso a um plano desses, mediante a apresentação de planos próprios , com controle muito assíduo da sua execução correcta, por parte de Estado.
Em tempo de crise não se pode ter purismos ideológicos e o governo no poder, mesmo que com certos gostos liberais, quer-me parecer, salvo mehor opinião, deve assumir uma função neste momento essencial de tornar o Estado no facilitador da recuperação económica nacional. De maneira objectiva, moderna, eficaz, inovativa e controlável. Sem isso não se vai a lado nenhum. Ou qualquer dia vemos portugueses a terem que emigrar para a própria Grécia...
Recent Comments